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Carros mais visados por ladrões e o efeito no seguro
Os carros mais roubados no Brasil seguem um padrão: compactos populares, picapes a diesel e SUVs compactos muito vendidos. Quanto mais procurado é o modelo e suas peças, maior o risco que a seguradora enxerga, e isso entra direto no preço da apólice.
Por que alguns modelos atraem mais ladrões
O roubo de carro, na maioria das vezes, não tem a ver com o carro em si, mas com o que dá para fazer com ele depois. Um modelo com milhões de unidades nas ruas tem peças que todo mundo precisa, e isso alimenta desmanches.
Outro destino comum é a revenda inteira, com documentação adulterada, ou o envio para outros países. Nesses casos, os alvos são veículos de valor alto e mercado garantido, como picapes médias.
- Peças com muita procura: faróis, rodas, portas, multimídia.
- Modelo comum: some fácil no meio de tantos iguais.
- Valor de revenda alto: compensa o risco para a quadrilha.
Compactos populares: o alvo dos desmanches
Hatches de entrada como Onix, HB20, Gol, Argo e Kwid circulam em grande quantidade e são muito usados para trabalho e aplicativo. Cada batida no país gera procura por peça desses carros, e parte dessa procura é atendida pelo mercado ilegal.
O efeito no seguro é curioso: o carro vale pouco, mas a apólice sai cara para o valor dele. A seguradora sabe que a chance de pagar uma indenização integral é maior do que em um modelo pouco visado de preço parecido.
Picapes a diesel: valor alto e destino certo
Hilux, S10, Ranger e as versões diesel da Toro reúnem tudo o que uma quadrilha procura: valor alto, peças caras e mercado no campo e em outros países. O risco cresce em regiões de fronteira e em áreas rurais.
Por isso, muitas seguradoras exigem rastreador para aceitar picapes diesel, e algumas recusam a contratação em determinadas regiões. O mesmo modelo flex costuma ser visto como risco menor.
Antes de seguir
Veja a média do seguro do seu carro e chegue à cotação sabendo o que esperar.
SUVs compactos: os novos alvos
Com o crescimento das vendas de SUVs, modelos como Creta, Kicks, Renegade, Tracker e HR-V passaram a aparecer com mais frequência nas preocupações das seguradoras. As peças de carroceria e iluminação são maiores e mais caras que as de um hatch.
Isso significa que tanto o roubo do carro inteiro quanto o furto de partes, como rodas e faróis, pesam no cálculo.
Como a seguradora transforma risco em preço
Cada seguradora tem seu próprio histórico de sinistros por modelo, por versão e por região. Se um carro aparece muito nos pedidos de indenização por roubo, o preço sobe para todos os donos dele, principalmente nos CEPs onde os casos se concentram.
Em alguns casos, a seguradora não apenas cobra mais: ela exige rastreador, pede vistoria mais rigorosa ou simplesmente não aceita o carro em certas regiões.
Como reduzir o risco e o preço
Você não muda o modelo que tem, mas pode mudar outros fatores que a seguradora avalia.
- Garagem fechada em casa e no trabalho.
- Rastreador ou bloqueador homologado, que pode dar desconto.
- Gravação do chassi nos vidros e peças, quando oferecida.
- Evitar deixar o carro na rua à noite em áreas de risco.
- Cotar em várias seguradoras: a avaliação de risco muda de uma para outra.
Vale a pena comprar um carro visado?
Modelos visados costumam ser também os mais práticos: peças fáceis, manutenção barata e boa revenda. A questão é colocar o seguro na conta antes de comprar. Peça uma cotação com o seu CEP e o seu perfil ainda na fase de pesquisa. Às vezes, um modelo menos procurado com seguro bem menor compensa mais.
Dúvidas
Perguntas frequentes
Quais tipos de carro são mais roubados?
Os compactos populares muito vendidos, as picapes a diesel e os SUVs compactos de grande volume estão entre os mais visados.
Carro visado tem seguro mais caro?
Sim. A seguradora considera o risco de roubo do modelo e da região, e isso pesa no preço mesmo quando o carro vale pouco.
Rastreador baixa o seguro?
Pode baixar, e em picapes diesel muitas seguradoras exigem. Confirme se o aparelho é aceito pela seguradora.
A seguradora pode recusar meu carro?
Pode. Em regiões de risco alto, algumas seguradoras recusam modelos muito visados ou exigem proteção extra.